
Existem situações que são capazes de lhe tirar do prumo emocional. São aqueles momentos do cotidiano que lhe remetem à sensação de impotência e, acima de tudo, lhe provocam indignação.
Infelizmente tenho ouvido pessoas dizendo que a melhor maneira de se proteger desses tsunamis emocionais provocados pela indignação, é se acostumar com a situação torta, com os fatos tortos. Assim, como se não houvesse um causador. Mas será que somos mesmo capazes de nos acostumar com coisas que, visivelmente, nos causarão um mal?
Sim, um mal! Afinal a indignação é fruto do entendimento da quebra de uma ordem. É o entendimento de que algo foi corrompido e cujo desdobramento dos fatos, gerarão conseqüências infelizes para a pessoa ou para o grupo. Portanto, ela é uma faculdade inteligente.
Por outro lado, avaliando melhor o argumento de autoproteção, em sua essência, não estaria a afinidade tácita de comportamento com aquele que provoca a indignação?
Por causa disso, cheguei a uma conclusão óbvia: o tamanho da indignação é proporcional à afinidade com o ocorrido.
Ou seja, se você não se indigna com atitudes indignantes, é porque você se vê fazendo a mesma coisa.
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